segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Preguiça

Não sabia ao certo o que havia acontecido, só sabia que não me lembrava de nada na noite anterior. Meu quarto estava destruído só não mais que minha própria cabeça que parecia que tinha ido a lua e voltado.
Comecei a andar pela casa, encontrando restos de garrafas, e o resto do almoço de alguém misturado com o jantar.
As lembranças da noite passada foi chegando, e queria que não chegasse, era horrivel de se lembrar o quão podre se é quando se está bêbado, não que sóbrio eu seja melhor, na verdade, acredito que seja bem pior quando estou careta.
A maneira que a vida me trata, que me leva a beber e a esquecer quem eu sou, e me transformar em alguém que eu gostaria de ser, alguns tropeços não nos levam para o fundo do poço, mas quando se já está no fundo e ainda tropeça, o que vai ter mais pra baixo?
Me disseram uma vez "quando se está no fundo do poço, a unica opção é cavar mais ainda", que grande imbecil que falou isso, já estou muito fodido pra me afogar mais ainda.
Para variar, sempre tem aquelas pessoas que falam "você preciso se indireitar para achar sentido na sua vida, namorar, parar de beber, se portar melhor", as que dizem isso, me embrulham o estomago só de pensar, o moralismo nunca me atriu, pelo contrario, sempre me repeliu, odeio pensar nesse lance de "como a sociedade vai me ver", fazendo o certo ou o errado, eles vão me julgar mal, não achar sentido na vida pode ser apenas uma maneira de estar procurando algum sentido diferente do imposto "normal".
Eu não quero alguém, eu não quero me apaixonar, tenho pavor disso, de estar preso a uma pessoa só, seguir todas as regras que não estão escritas, mas se você não as seguir, a sociedade vem lhe julgando como se você fosse a pior pessoa da terra, só esquecem de olhar pros seus umbigos fétidos.
A liberdade que eu procuro e ainda não encontrei, o sentido dessa vida que eu no final das contas eu tenho medo de encarar e acabar indo para além do fundo do poço e conhecer de fato o inferno, o que algumas pessoas me chamam de frio e sem sentimentos, mal sabem elas, que não passo de um preguiçoso, que não quer levar a vida como eles.
Uma calcinha na minha cama, é a noite anterior não foi tão má assim.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Choro da Lua

Claro que devemos ajudar as pessoas com conselhos e ombro amigo, mais até que essa ajuda vira martirio?
Nunca entendi o porque nos aproximamos das pessoas, e escutamos seus sofrimentos, o pior ainda quando temos interesse nessa pessoa, e ela nos conta tudo que passa ou passou e você sabe bem que não pode fazer nada pra essa pessoa ficar com você.
Pior ainda, é quando ela quer, mais ela tem prisão de ventre, e não fica.
Me lembro quando morava no interior, em uma republica de estudantes, e lá moravam além de mim, mais 5 garotas, era o paraíso para qualquer homem com 19 anos, morar com mais 5 garotas.
Ao invez de ir a foda, digo, a forra, prefiri ser amigo delas, para compreender melhor como funciona esse sistema feminino.
Era simples, elas queriam, elas tinham, quando não as tinham se apaixonavam. Simples demais...
Mulheres, essas em especial, sempre procuravam quem as amassem, mais sempre que os achava, elas chutavam o cara, depois ficavam se lamentando que não tinham quem as amar.
Horas, pensava eu "vai chupar meio hora de pica", quando aparece chuta, quando chutam elas, gostam, é a verdade universal, agente gosta de quem pisa na gente, até a coisa se encaixar e os pisões virarem carinho, sexo.
Uma noite conversando com uma delas, ela me disse "Mais Alfredo, como eu faço para gostar dele?!" eu não respondi nada, mais pensei com meus botões "De a chance a seu coração de gostar dele.".
Patifaria, homens só querem sexo, mulheres dizem que querem amor, mais eu chamo de sexo com carinho. Você pode pensar agora "seu machista filho da puta", mais agora eu lhe digo, se for por sexo, por que há amor?!
Não aguento mais ouvir lamentações!

domingo, 23 de agosto de 2009

NOVO ENDEREÇO DA RÁDIO

gente agora a Rádio está sendo transmitida ao vivo
de segunda a quinta - das 23:30 a 00:30
e aos domingos a partir das 20hrs
vcs podem ouvir pelo site
www.radiosaoseba.com.br

lá tem o plugin pra vcs poderem ouvir pelos seus players de musica!

abraço a todos!

sábado, 8 de agosto de 2009

Noite nova

Estava durmindo fora de casa nessa noite.
O hotel estava lotado, duas garotas traziam bebida a o meu quarto, vinho barato, da pior qualidade que existia.
Sentamos e tomamos juntos, elas me contavam piadas infames, eu gostava de ouvir. Mesmo não tendo a menor graça. Mais eu gostava da companhia, elas falavam sobre bolsa e vestidos, as vezes sobre homens.
Esses papos futeis sempre me atraiam, me faziam entender muito mais sobre as mulheres, mais chegou a um ponto, que eu as conhecia muito mais que elas mesmas.
Eu sabia tudo que elas queriam ou gostavam, tudo mesmo e não conseguia ninguém para mim mesmo dessa maneira.
Acho que eu conhecia tanto elas que comecei a me afastar de todas.
Mulheres no fundo tem medo de rapazes que conhecem seus segredos, pessoas que elas não podem dominar, no fundo no fundo elas não conseguem lidar com quem as entendem.
Um universo facinantemente patético, de tão complicado é simplesmente fácil. Mulheres, os seres menos explorados, mais descobetos, que mais sabemos sobre e que menos entendemos
Por favor, alguém me bote pra durmir

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Lagrimas da alma

O bar já estava fechando, eu andava pelas ruas, estava escuro, as lampadas da rua estavam queimadas, uma escuridão foda.
Mal sabia para onde eu estava indo, só sabia que ia para o lugar certo, era uma espécie de sensor que eu tinha.
Estava tentando mudar de vida, parar de beber e dar vexames. Mas isso era muito difícil, pois cada vez mais eu me decepcionava comigo mesmo e com os outros. Já não via mais graça em nada quando estava sóbrio, bêbado pelo menos eu não lembrava do que acontecera na noite anterior, então era como se o dia anterior não tivesse acontecido, uma espécie de morte em vida, quando fiquei sem beber por uns tempos via como a vida era chata, acordar, dormir, acordar, dormir, acordar, dormir, as coisas que aconteciam nesse meio tempo não me davam vontade de acordar e sinceramente, não beber só me dava vontade de dormir.
Não pense que sou um alcoólatra, apenas me interesso mais em ver a vida com ajuda do colírio do álcool. As pessoas no meu ponto de vista se tornam atraentes, eu esqueço da hipocrisia, eu esqueço de tudo aquilo que eu detesto nos outros, só consigo ver as coisas boas, o melhor de cada um.
Se a fechadura parar de correr, eu entro em casa.

PODCAST - RÁDIO INSIDE MY HEAD - 2ª EDIÇÃO

2º programa trazendo mais blues, internacional também, na próxima edição especial rockabilly!


quarta-feira, 29 de julho de 2009

Café na cama

Estava chovendo bastante, estava na sala tomando um trago de gin, quando a vejo sair do meu quarto, linda apenas vestindo sua calcinha e uma camisa azul clara minha. Ela estava sensualmente desarrumada, o que tornava isso sensual, era saber que era por minha causa os seus cabelos despenteados.
- Bom dia amor, dormiu bem?! - a perguntei
- Você não me deixou dormir com seu ronco.
- O que bom que quer café.
Mulheres mal humoradas eram as minhas prediletas, que mentira, todas eram minhas favoritas. Essa se chamava Amanda, era bem chata não tínhamos assunto algum, ela não entendia nada de artes, de música ou cinema, só entendia de sapatos e etiquetas, mais no final das contas eu não me importava, ela queria sexo e eu também.
- Querida, vá se lavar para tomarmos café.
- Seu banheiro é imundo!
- O pare de reclamar ontem a noite você nem notou as manjas do lençol.
- Claro, estava escuro.
- E você de olhos fechado.
- Ok, você venceu.
Nos beijamos e voltamos pra cama, quando acordei olhei para o lado, ela não estava mais lá.
Pelo menos tinha café quente e o banheiro estava limpo.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Cama vazia

Acordei suado, ofegante, não sabia o que era, sentia um aperto muito forte de peito. Parecia uma angustia sem explicação, sei que a dor ia direto na alma. Algumas pessoas me falavam que eu vivia demais na solidão, que um dia eu iria pagar por isso, nessa hora eu pensava se essa dor que eu sentia seria a dor da solidão.
Mais o que tem de errado na solidão afinal? Não que eu seja totalmente solitário, sempre fui poucos amigos, mas amigos bons. Apenas nunca gostei de alguém ao meu lado, não acredito no amor, e não quero acreditar, nunca me senti preso a alguém a ponto de dizer que amo a pessoa, já li muito sobre o amor, sobre a ansiedade, sobre sexo. O que os poetas falam que é amor pra mim é ansiedade de sexo, não precisa ter sexo, mas existe aquela excitação natural de encontrar alguém, se isso for amor, já senti um milhão de vezes, só em uma semana. O amor deve ser quando essa excitação nunca acaba, até ela virar uma rotina tão grande que você nem percebe mais que a sente, de qualquer modo, eu não queria um amor pra mim e as pessoas gostavam de dizer que eu precisava de um amor.
Acho que por isso sempre me reclusei em minha solidão, já acho muito difícil tomar conta da minha vida sozinho, imagina tem que dividir essa propriedade tão pequena e mal acabada. Era demais para mim, porque não iam simplesmente todos para o inferno antes de ficarem me jogando pragas de dores.
Parei de suar e dormi.

domingo, 26 de julho de 2009

Garfos a mesa

A vida não estava sorrindo pra mim já havia alguns bons dias. Tudo de errado acontecia, desde pisar na merda até tomar cerveja quente.
Estava trabalhando em uma loja de roupas, como vendedor, particularmente eu sempre detestei esse lance de empurrar para os outros aquilo que eles não precisavam, mais era pago pra isso, e particularmente me achava bom nisso. Melhor ainda, só mesmo a outra funcionaria, ela era caixa, uma graça, um sorriso angelical, um olhar de menina mas tinha seus 27 anos, seu nome era Joana. Ela não dava bola pra mim de jeito algum. Vai ver que meu mau humor e minhas ironias não agradavam ela, um certo dia ela me perguntou:
- Esses oculos ficam bem em mim?
- Sim, ficam, dão aquele ar de professora de prézinho sensual.
-Credo
- Não era isso que você queria ouvir?!
- Não exatamente!
- O sim, desculpe.
- Sem problemas.
Eu sabia que no fundo ela gostava das putarias todas que eu falava, certa vez perguntei se ela tinha namorado, de uma maneira muito discreta.
- Joana, você transa todo dia com seu namorado?
- Não tenho namorado.
- Então transa todo dia?!
Ela não me respondeu, mais eu insistia, ela exalava safadesa.
- Joana, vamos para o meu apartamento hoje?
-Fazer o que?!
-Tomar um vinho, uma vodka, comer algo, qualquer coisa o que isso importa, ambos sabemos no que vai terminar.
-Pode ser, eu vou, mas vou embora antes da parte "ambos sabemos no que vai terminar".
Comprei uma boa garrafa de vodka, limpei a casa, troquei a roupa de cama, aluguei filmes. Seria um ótima noite.
A vida realmente não estava sorrindo pra mim.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Taças de vinho...

Naquele tempo eu estava envolvido com uma garota diferente das que eu costumava me relacionar. Ela era meiga, não gostava de bares, porém o que eu gostava nela, além de sua beleza, era o jeito que ela tinha que eu não sei explicar, ela era maliciosamente pura, ao mesmo tempo que eu sentia vontade de beijar ela, sentia a mesma vontade de a proteger para sempre. Eramos opostos afim do mesmo proposito.
Quando estava com ela, não havia tempo, não havia razão, só eu e ela, nada mais, nem mais ninguém. Foi a primeira vez em que eu quase acreditei no amor, como um sentimento real e não apenas um vicio que criamos a partir do habito de estar com alguém. Sempre gostei de pensar mais friamente nas coisas, mais com ela parecia que eu estava cego, não conseguia enxergar nada. Definitivamente o amor existia eu amava aquela garota, ela mexia comigo, eu criei o vicio de gostar dela, cada vez mais e mais.
O despertador tocou, eu levantei e fui trabalhar.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Humor sentido

Acordar todos os dias as 5 da manhã era um tortura sem fim, a primeira coisa que eu desejava ao abrir meus olhos era fecha-los novamente.
O ônibus lotado, me motivava mais ainda a voltar pra casa, pelo menos, a primeira condução não cheirava tão mal quanto a da volta pra casa.
Estava trabalhando como ajudante em uma obra, ficava a quase 1 hora de casa, 1 hora dentro daquele coletivo, 1 hora que durava mais que um trabalho de parto de uma virgem ou quase virgem, era durante aquela 1 hora que eu pensava o porquê eu não era um pássaro para poder voar, ou um cachorro para não precisar trabalhar, eu queria apenas sair dali.
O trabalho, era tudo que eu nunca sonhei, muito esforço, muitas horas e pouca remuneração. Tomar uma cerveja no final da tarde era luxo, quem dirá tomar duas.
Nunca acreditei nesse papo que o trabalho enobrece o homem, isso foi inventando por algum duro que tinha um trabalho de merda, o dinheiro enobrece o homem, o andar do homem com dinheiro é bem mais bonito do que do homem sem dinheiro, até as atenções voltadas são diferentes, dois homens podem estar vestidos iguais dos pés a cabeça, mais todos saberão quem é o cara com grana. O olhar denuncia, o cheiro que a pessoa exala, não o cheiro do perfume, e sim o cheiro das dividas, mas nesse ponto sempre consegui enganar, nunca me preocupei muito em ter ou não dinheiro, já estava fodido mesmo, ter dinheiro era apenas mais cervejas que eu tomaria, era educado, me vestia bem, sabia me portar a mesa, só não era mais rico pela triste falta de dinheiro.
Chegou meu ponto.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Podcast - Rádio Inside my head

1ª Edição da Rádio do blog Insade My Head com parceria do blog Acorda pra Cuspir,trazendo o melhor do rock e blues.

Primeiro programa só com slow blues nacional

- Bêbados Habilidosos,O Bando do Velho Jack,Amplitude Valvulada,Celso Blues Boy,Velhas Virgens e Nasi e os irmãos blues.




Pão mordido

Cada dia que se passava eu detestava mais as pessoas, algo me incomodava, não sabia se era o cheiro delas, ou o jeito dedutível de ser, isso também se refere a mim.
Nunca gostei muito dessa idéia de ir as missas agradecer a Deus pelo que tenho, posso fazer isso em casa mesmo, sem precisar ouvir aquele bla bla bla todo de um velho que está nem aí para o que eu faço ou deixo de fazer, e apenas vai falar "reze 10 ave maria e 15 pai nosso, você estará perdoado", quanto besteira, aquilo realmente me enchia.
Gostava de passar as tardes de domingo em algum bar, sentado, tomando uma cerveja gelada e apenas apreciando a depressão ou alegria alheia. As pessoas costumam agir de maneira estranha quando agem com naturalidade, elas riem alto, batem na mesa, dão risada, deixam escorrer lagrimas sem se envergonhar ou se preocupar se estão sendo vistas, muito ao contrario de quando sabem que estão sendo observadas, elas se calam, ficam fechadas como uma caixa forte de banco, estaticas, mudas, totalmente sem alma.
E muitas vezes me punha a pensar, será que tem alguém me observando, e se tiver , o que será que essa pessoa pensa de mim? É inevitavel, por mais que não me importasse, eu queria saber, o que pensavam e por quê pensavam aquilo, se pensassem algo. Ou seria eu tão invisvel aos olhos das outras pessoas, que nem notavem minha presença?
-Mais uma cerveja por favor!

domingo, 19 de julho de 2009

Abraço de santo

Estava voltando pra casa, já estava tarde, devia ser por volta das 3 da manhã. Não estava muito feliz, não tinha dinheiro nem para uma cerveja, os cigarros tinham acabado, minha situação era lamentável. Ultimo emprego que eu tive me lembro que meu chefe era um cara de mais ou menos uns 48 anos, não devia dar uma boa foda a mais tempo que a metade de sua idade, o rosto dele era esburacado, estranho, seu cheiro não era de alguém que tinha uma mulher, era de alguém que morava com os porcos, ele gostava de dar ordens, dava pra notar que ele sentia um prazer nisso, toda vez que ele mandava alguém fazer algo, notava-se sua satisfação. Era uma distribuidora de alimentos, eu ficava na área de encaixotamento, comigo trabalhava uma moça, não era nada de bela, mais ela tinha alguma coisa, aquilo me atraia muito. Sempre eu tentava puxar algum assunto com ela, nunca tive sucesso, até o dia que a vi chorando:
-por que está chorando?- perguntei a ela.
Ela apenas me olhou e nada me respondeu, insisti
-olha só, sei que não sou o cara que você sempre sonhou, e que meu bafo de bebida deve te incomodar, mais só quero te ajudar!
Ela olhou pra mim e sorriu, e disse:
-Meu marido me trocou por outra, 10 anos mais nova.
Na hora eu pensei "Eu e minha boca grande, por que simplesmente não fiquei quieto?!"
-Poxa vida, ele não deve ser tão esperto quanto parece então - tentando a animar
-Uma moça jovem, linda, o que eu tenho a oferecer pra ele? estou acabada
Na hora pensei "bom, mesmo assim não é de se jogar fora, ainda."
-Deixa disso, aposto que a jovem não sabe um terço da vida que você sabe, ele nunca vai gozar direito - Eu e minha boca grande!
-Seu porco!
- Estou mentindo?! Quem mais faz sexo que senão seja pra gozar?!
- Você realmente não entende, não sei o porquê comecei essa conversa.
- Veja bem ,se seu marido lhe trocou, talvez seja pois você já não o excitava como um dia já o fez, você deve ter se acomodado na sua relação achando que ia ser jovem pra sempre, e que depois que envelhece-se, seu marido também envelheceria, e os dois ficariam velhos juntos, velhos e abandonados por tods. Ele viu isso diferente, sem dúvidas ele pensou "estou velho, do lado de uma velha, quero algo novo, uma mulher nova pra eu ficar novo de novo".
-Você está me magoando mais ainda, não está ajudando em nada.
-Apenas estou lhe mostrando que você se acomodou no tempo, seu marido ter lhe deixado quem sabe não foi algo bom, para você se rejuvenescer, conhecer pessoas novas. - Era minha deixa para chamar ela pra sair - Quem sabe, podemos sair hoje a noite, tomar um vinho, papear?
Dormi sozinho.

A boca banguela do inferno

Já não dormia direito havia um bom tempo, ficar bêbado era a rotina que mais me agradava. Na escuridão do meu quarto eu pensava em muitas coisas, muitas delas não faziam sentido nenhum, outras não tinha nem o porque de eu estar pensando, enfim, apenas bobagens.
O telefone tocou, estava longe, não queria me levantar pra atender, ele parou de tocar. Devia ser perto de 4 da manhã, precisava de um trago.
Levantei, vesti minhas calças, e fui até um bar próximo que sempre ficava aberto.
Comprei 2 garrafas de um vinho barato, voltei pra casa, liguei o rádio, estava tocando aquelas músicas que falam de amores impossíveis que sempre dão certo, algo muito longe da minha realidade. Nunca fui uma pessoa com sorte no amor, não sei ao certo, mais nunca atraí muito atenção das garotas, mais me virava como podia.
Abri a primeira garrafa de vinho, me servi num copo, desses de requeijão, e fiquei prestando atenção naquelas letras, onde todos conseguem seu verdadeiro amor. Não demorou muito e me pus a pensar, como seria amar alguém de fato, pessoalmente nunca acreditei muito nessa balela de amor, pra mim nada mais é que algo egoísta, a simples necessidade de ter alguém como posse, uma droga barata, estar viciado em alguém. Sempre achará isso uma babaquice sem tamanhos, acho que ai encontro a resposta de nunca ter atraído muito a atenção feminina, sempre fui do tipo mais realista do que emotivo.
Mulheres devem gostar de caras que acreditam em amor eterno, mesmo que esse amor eterno dure apenas o tempo de uma foda mal dada, falar eu te amo faz mais mágica do que dizer "abre as pernas pra mim, por favor?!", é... sem duvidas deveria ter sido mais hipócrita e menos ético com sentimentos meus para com outras pessoas.
Quando terminei a primeira garrafa de vinho, o efeito dela começou a se misturar com o efeito da ressaca que eu já estava sentindo e com o resto de álcool que ainda estava no meu corpo, quando dei por mim já estava fudidamente bêbado, o telefone tocou de novo dessa vez eu atendi:
-Alo?!
- Quem fala?
-Porra, você quem ligou, deveria saber!
-Acho que é engano
-Pro inferno - desliguei.
Deitei em minha cama, virei pro lado e durmi.

sábado, 18 de julho de 2009

1º dia...

Sinto um frio dentro de mim, não sei explicar bem. Me sinto vivo quando bebo, mais pior mesmo que a ressaca da bebida é a ressaca moral, a baixa estima que me consome só não supera meu bom humor inexplicavelmente patético.
Tem dias que quando acordo penso "não tenho motivos realmente motivadores para levantar", mesmo assim levanto.
Estou levemente enjoado das pessoas, não dos meus amigos, mais do ser humano como um todo, aquele velho bordão "não faça para os outros o que não quer pra si mesmo" parece não valer mais de nada.
Minhas memorias estão confusas, minha cabeça está totalmente confusa... Triste é saber que a moda agora é estar confuso, sempre estive procurando respostas paras minhas perguntas idiotas, a cerveja muitas vezes me ajudou a achar algumas respostas, infelizmente ultimamente tenho tido mais duvidas e menos respostas...
Que se foda, quem se importa?